Passado alguns meses tive a infelicidade de encontrá-los, e ainda não conformada com todos os acontecimentos, não consegui segurar meu olhar com uma mágoa enorme à ele, que imediatamente correspondeu com o mesmo olhar da primeira vez que ficamos (que só ele tem, e que me mata por dentro), senti então que o nosso romance tinha sido importante pra ele também, e isso de certa forma me aliviou.18 de mai. de 2010
Explosão de Sentimentos (II)
Passado alguns meses tive a infelicidade de encontrá-los, e ainda não conformada com todos os acontecimentos, não consegui segurar meu olhar com uma mágoa enorme à ele, que imediatamente correspondeu com o mesmo olhar da primeira vez que ficamos (que só ele tem, e que me mata por dentro), senti então que o nosso romance tinha sido importante pra ele também, e isso de certa forma me aliviou.17 de mai. de 2010
Saudade do que nunca tive

Eu tinha mais ou menos uns cinco anos de idade quando me recordo de minha mãe falando a outra pessoa:"-Ela é órfã de pai". Pois é, meu pai morreu em um acidente numa Companhia de Mineração quando faltavam apenas 5 (cinco) dias para o meu primeiro aniversário.
Cresci apenas conhecendo o amor de minha mãe e de minhas duas irmãs (que não era e não é pouco), e também o carinho de alguns companheiros que minha mãe arrumava (ela casou-se outras vezes)..
Eu lembro de quando eu comecei a estudar na pré-escola, chegando o dia dos pais, era aquela alegria pra começar a fazer cartões e homenagens para dar aos tais, mas eu, eu não tinha esse alguém para no tão esperado dia pular da cama e ir correndo dar um forte abraço e longo beijo. O papel dessa figura tão importante foi dado ao meu padrinho e ao meu cunhado, que tinham por mim um modo especial de tratar. Modo no qual eu sei que era de piedade, pois quem não teria pena de uma menina inocente de coração puro e sem pai? É, foi assim por muitos anos.
Já na adolescência eu parei de comemorar o dia dos pais. Não havia um por quê, se eu não tinha um! Mas foi aí que essa falta foi aumentando, os pensamentos evoluindo e as dúvidas crescendo. Comecei a me perguntar se quem sabe minha vida não teria sido diferente? Se eu não teria sido uma pessoa melhor? Perguntas sem fim e sem respostas.
Hoje não muito tempo depois disso, ainda sinto falta do que nunca tive. Queria talvez ter apanhado, levado xingões, aprendido coisa que só os pais sabem nos mostrar. O vazio no meu peito nunca será preenchido, pois a vontade de ter tido a experiência de sentir nem que fosse uma única vez o amor paterno me consome. Tem vezes que tenho a plena certeza de que sou essa pessoa bipolar por lembrar por instantes das coisas boas que eu nunca experimentei.
Por que a vida tem que ser assim? Não sei se é destino ou sina, mas confesso que há tempos em que a depressão me consome que tenho vontade de morrer...
É como diz na música do Ao Cubo:
"tive a infelicidade de nunca ter pai, não sei como são mas sei que muito deles traem"
Mesmo que as coisas não sejam como a gente queira, acho que ter um pai é uma pessoa a mais na qual você pode contar. Gostaria de ter tido a felicidade de poder ter uma família normal, mas já que não tive essa sorte, sigo essa vida com o que foi me dado...
16 de mai. de 2010
Explosão de Sentimentos (I)
14 de mai. de 2010
O tal amor
Ah o amor. Um sentimento que invade nosso coração, nos deixando cegos, surdos e bobos. A alegria é tamanha que mergulhamos em cada instante como se fosse o último. A intensidade com que as palavras soam, o brilho no olhar, a força do sorriso...13 de mai. de 2010
Tão só

Minha vida foi diferente desde a infância. Por ser a garota magricela, feiosa e tímida, tinha poucos amigos e isto contribuiu para que eu criasse um mundo só pra mim me isolando de todo o resto. Com o tempo que eu tinha, me dedicava em estudar, do que não me arrependo.
Enfim, acabei sozinha =/
E hoje continuando no meu mundo indescritível e incompreensível, vivo só, contando nos dedos os poucos companheiros que talvez por pena, ou até mesmo compaixão ainda não me abandonaram...
